O equilíbrio entre o pânico e descuido irresponsável na pandemia do coronavírus

O equilíbrio entre o pânico e descuido irresponsável na pandemia do coronavírus

 Diante dessa pandemia que bateu às nossas portas e que sem pedir licença entrou em nosso dia a dia, acompanhando os meios de comunicação sociais, as conversas pessoais, as repercussões no trabalho, nas casas, nas igrejas e em outros ambientes as várias interpretações e ações que já começam a ser tomadas em nível pessoal, institucional e governamental, fiquei pensando como neste momento termos um equilíbrio racional que não se deixe render à histeria do pânico, nem tampouco ao descuido irresponsável e negligente que subestime a pandemia do coronavírus que é real. Não é o foco desta nossa conversa falar das sequelas econômicas de um capitalismo selvagem que não tem no ser humano o destinatário de todos os bens da Criação e sim no dinheiro. Mas não tenhamos dúvidas que os mais atingidos além dos grupos de risco serão os irmãos mais pobres e sem um saneamento básico digno e humano.

Em tempos de Whatsapp no comando das redes sociais e da famigerada Fake News que desinforma e provoca todo tipo de confusão, recordo o nosso querido Papa Francisco que em umas de suas mensagens para o dia mundial das comunicações sociais escrevia sobre a importância das pessoas de boa vontade em verificar a origem das mensagens e vídeos recebidos, sua veracidade e mesmo assim para passar adiante discernir se seria uma ação de promoção do bem comum.

Estamos sendo invadidos por uma avalanche de mensagens sobre a pandemia do coronavírus e dentre elas muitas falsas e outras tantas confusas que não informam e podem criar pânico. Temos acompanhado principalmente pelo jornalismo as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da Saúde que vão se espalhando em uma espécie de efeito cascata no campo e na cidade. Nelas podemos e devemos confiar.

Por outro lado, temos visto e ouvido atitudes irresponsáveis e negligentes de pessoas e grupos que perto ou longe da gente parecem não dar importância às orientações e ignorado qualquer tipo de precaução. A um olhar geral e não técnico, parece-me que a Itália subestimou essa pandemia e hoje já paga a conta com quase duas mil pessoas vítimas do coronavírus.

Diante dessa realidade fico a pensar se ainda há um ponto de equilíbrio entre o pânico que causa pavor e até egoísmo, haja vista a escassez do agora milagroso álcool gel e as atitudes irresponsáveis e negligentes que só contribuem para a proliferação da pandemia.

Com a esperança do verbo esperançar acredito que só esse equilíbrio será capaz de nos ajudar a passar por esse momento com serenidade e paz. Sigamos em frente com fé e confiança!

Por Leonardo Ramos
17/03/2020