Campanha da Fraternidade

Na quarta-feira de Cinzas, (17), às 10h

CNBB E CONIC ABREM OFICIALMENTE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2021, NA QUARTA-FEIRA DE CINZAS, (17), ÀS 10H

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) abrem, na Quarta-feira de Cinzas, 17 de fevereiro, a quinta edição da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE).

A abertura ocorrerá de forma simbólica e virtual com a divulgação de um vídeo com pronunciamentos de representantes das Igrejas que compõem o Conic. Será possível acompanhar o vídeo por meio das redes sociais da CNBB, a partir das 10h. Após a exibição do vídeo, jornalistas credenciados poderão participar de uma entrevista coletiva com representantes das igrejas por meio da plataforma Zoom. Preencha o formulário para acessar a Sala Virtual.

Neste ano, o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica é “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”, extraído da carta de São Paulo aos Efésios, capítulo 2, versículo 14.

Realizada pela CNBB todos os anos no tempo da Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, a Campanha da Fraternidade de 2021 é promovida de forma ecumênica, ou seja, em parceria entre várias Igrejas Cristãs. A CFE 2021 quer convidar os cristãos e pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual. Tudo isso através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo.

A abertura virtual deve-se à escolha das entidades promotoras da Campanha como forma de prevenção da Covid-19. De acordo com o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a decisão foi tomada em comum acordo com a diretoria do CONIC, “para evitar aglomeração nesse momento em que a pandemia assume números que nos assustam”. Para dom Joel, “é necessário dar testemunho a respeito da importância das medidas sanitárias” e, para isso, os “recursos informáticos” disponíveis serão utilizados. 

Gesto concreto

A Campanha da Fraternidade tem como gesto concreto a Coleta Nacional da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos nas comunidades de todo o Brasil. Os recursos são destinados aos Fundos Diocesanos e Nacional da Solidariedade, os quais apoiam projetos sociais relacionados à temática da campanha. Em 2019, o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) distribuiu a quantia de R$3.814.139,81, atendendo a mais de 230 projetos. Em 2020, por causa da pandemia, não ocorreu arrecadação. Conheça alguns projetos apoiados pelo FNS.

Histórico

A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) tem sido realizada, em média, a cada cinco anos. A iniciativa congrega diversas denominações cristãs, sempre de forma ecumênica, valorizando as riquezas em comum entre as igrejas. Desde 2000, abordou os seguintes temas:

  • 2000 – Tema “Dignidade humana e paz” e lema “Novo milênio sem exclusões”;
  • 2005 – Tema “Solidariedade e paz” e lema “Felizes os que promovem a paz”;
  • 2010 – Tema “Economia e Vida” e lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”;
  • 2016 – Tema “Casa Comum, nossa responsabilidade” (tratou do meio ambiente e saneamento básico) e lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.

SERVIÇO

Abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

Lançamento de vídeo nas Redes Sociais da CNBB
Youtube
Facebook

Às 10h – Horário de Brasília

Logo após, entrevista coletiva pela plataforma Zoom. Preencha o formulário para receber os dados de acesso.
CNBB

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Mensagem do Papa

Mensagem para a Quaresma:

O Papa na mensagem para a Quaresma: cuidar de quem sofre
por causa da Covid-19

O Pontífice convida a renovar a nossa fé, “neste tempo de conversão”, a obter “a «água viva» da esperança” e receber “com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo”.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

Foi divulgada, nesta sexta-feira (12/02), a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma deste ano sobre o tema “Vamos subir a Jerusalém. Quaresma: tempo para renovar fé, esperança e caridade”.

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O Pontífice convida a renovar a nossa fé, “neste tempo de conversão”, a obter “a «água viva» da esperança” e receber “com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo”. Francisco recorda que “na noite de Páscoa, renovaremos as promessas do nosso Batismo, para renascer como mulheres e homens novos por obra e graça do Espírito Santo. Entretanto o itinerário da Quaresma, como aliás todo o caminho cristão, já está inteiramente sob a luz da Ressurreição que anima os sentimentos, atitudes e opções de quem deseja seguir a Cristo”.

Quem jejua faz-se pobre com os pobres 

“O jejum, a oração e a esmola, tal como são apresentados por Jesus na sua pregação, são as condições para a nossa conversão e sua expressão”, ressalta o Papa na mensagem.

De acordo com Francisco, o “jejum, vivido como experiência de privação, leva as pessoas que o praticam com simplicidade de coração a redescobrir o dom de Deus e a compreender a nossa realidade de criaturas que, feitas à sua imagem e semelhança, n’Ele encontram plena realização. Ao fazer experiência duma pobreza assumida, quem jejua faz-se pobre com os pobres e «acumula» a riqueza do amor recebido e partilhado. Jejuar significa libertar a nossa existência de tudo o que a atravanca, inclusive da saturação de informações, verdadeiras ou falsas, e produtos de consumo, a fim de abrirmos as portas do nosso coração Àquele que vem a nós pobre de tudo, mas «cheio de graça e de verdade»: o Filho de Deus Salvador”.

Dizer palavras de incentivo

“No contexto de preocupação em que vivemos atualmente onde tudo parece frágil e incerto, falar de esperança poderia parecer uma provocação. O tempo da Quaresma é feito para ter esperança, para voltar a dirigir o nosso olhar para a paciência de Deus, que continua cuidando de sua Criação, não obstante nós a maltratamos com frequência.”

O Pontífice convida no tempo da Quaresma, a estarmos “mais atentos em «dizer palavras de incentivo, que reconfortam, consolam, fortalecem, estimulam, em vez de palavras que humilham, angustiam, irritam, desprezam». Às vezes, para dar esperança, basta ser «uma pessoa amável, que deixa de lado as suas preocupações e urgências para prestar atenção, oferecer um sorriso, dizer uma palavra de estímulo, possibilitar um espaço de escuta no meio de tanta indiferença».”

“No recolhimento e oração silenciosa, a esperança nos é dada como inspiração e luz interior, que ilumina desafios e opções da nossa missão; por isso mesmo, é fundamental recolher-se para rezar e encontrar, no segredo, o Pai da ternura”, ressalta o Papa.

Tempo para crer, esperar e amar

“A caridade se alegra ao ver o outro crescer; e de igual modo sofre quando o encontra na angústia: sozinho, doente, sem abrigo, desprezado, necessitado. A caridade é o impulso do coração que nos faz sair de nós mesmos gerando o vínculo da partilha e da comunhão. «A partir do “amor social”, é possível avançar para uma civilização do amor a que todos nos podemos sentir chamados. Com o seu dinamismo universal, a caridade pode construir um mundo novo, porque não é um sentimento estéril, mas o modo melhor de alcançar vias eficazes de desenvolvimento para todos».”

Segundo Francisco, “viver uma Quaresma de caridade significa cuidar de quem se encontra em condições de sofrimento, abandono ou angústia por causa da pandemia de Covid19. Neste contexto de grande incerteza quanto ao futuro, ofereçamos, junto com a nossa obra de caridade, uma palavra de confiança e façamos sentir ao outro que Deus o ama como um filho. «Só com um olhar cujo horizonte esteja transformado pela caridade, levando-nos a perceber a dignidade do outro, é que os pobres são reconhecidos e apreciados na sua dignidade imensa, respeitados no seu estilo próprio e cultura e, por conseguinte, verdadeiramente integrados na sociedade»”.

“Queridos irmãos e irmãs, cada etapa da vida é um tempo para crer, esperar e amar. Que este apelo a viver a Quaresma como percurso de conversão, oração e partilha dos nossos bens, nos ajude a repassar, na nossa memória comunitária e pessoal, a fé que vem de Cristo vivo, a esperança animada pelo sopro do Espírito e o amor cuja fonte inexaurível é o coração misericordioso do Pai”, conclui o Papa.
https://www.vaticannews.va/


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Decreto

sobre a celebração de Santa Marta, Maria e Lázaro,


CONGREGATIO DE CULTU DIVINO ET DISCIPLINA SACRAMENTORUM

Prot. N. 35/21

DECRETO
sobre a celebração de Santa Marta, Maria e Lázaro, no Calendário Romano Geral

Na casa de Betânia o Senhor Jesus experimentou o espírito de família e a amizade de Marta, de Maria e de Lázaro; por isso, o Evangelho de S. João afirma que Ele os amava. Marta ofereceu-Lhe generosamente hospitalidade, Maria ouviu atentamente as suas palavras e Lázaro saiu de imediato do sepulcro a convite d’Aquele que aniquilou a morte.

A tradicional dúvida na Igreja latina acerca da identidade de Maria – a Madalena a quem Cristo apareceu depois da ressurreição, a irmã de Marta, a pecadora a quem o Senhor perdoou os pecados – determinou a inscrição, no Calendário Romano, unicamente de Marta no dia 29 de julho. A solução encontrou-se em estudos de tempos recentes, como atesta o atual Martirológico Romano, que comemora naquele mesmo dia, também, Maria e Lázaro. Além disso, em alguns Calendários particulares, os três irmãos são celebrados conjuntamente nesse dia.

Por conseguinte, considerando o importante testemunho evangélico dos três irmãos, que ofereceram ao Senhor Jesus a hospitalidade da sua casa, prestando-lhe uma atenção dedicada, e acreditando que Ele é a ressurreição e a vida, o Sumo Pontífice FRANCISCO, acolhendo a proposta deste Dicastério, decidiu que no dia 29 de julho seja inscrito no calendário Romano Geral a memória dos Santos Marta, Maria e Lázaro.

Assim, é com esta denominação, que esta memória deverá figurar em todos os Calendários e Livros Litúrgicos para a celebração da Missa e da Liturgia das Horas. As variantes e os acrescentos a adotar nos textos litúrgicos, em anexo ao presente decreto, deverão ser traduzidas, aprovadas e, depois de confirmadas por este Dicastério, publicadas pela Conferência Episcopal.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 26 de janeiro de 2021, memória de S. Timóteo e S. Tito, bispos.

Robert Card. Sarah

Prefeito

X Arthur Roche

Arcebispo Secretário

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“LITURGIA É ALGO ECLESIAL. É DA IGREJA, NÃO É DE GRUPOS”, DIZ DOM EDMAR PERON

Dom Edmar destaca o desejo que as pessoas lessem a coletânea sobre Liturgia de Bento XVI – na Edições CNBB, a obra Teologia da Liturgia – O Fundamento Sacramental da Existência Cristã, tem 752 páginas – não que ficassem “com alguns videozinhos de Youtube de algum gesto de Bento XVI sobre a Liturgia”.

“Leia o Tomo sobre Liturgia de Bento XVI, aí a gente pode falar de Liturgia de Bento XVI, pois se evoca a autoridade dele para fazer coisas que ele jamais iria aprovar, assim como muito evocam a autoridade do Concílio Vaticano II para fazer coisas que jamais o Concílio Vaticano II propôs”, destacou.

Missal Romano

Dom Edmar explicou a importância do Missal Romano para a Igreja: “Existe uma comunhão eclesial que se dá ao redor de um livro. Aquilo que nós celebramos é aquilo que nós cremos. A importância de um livro é que ali está a fé da Igreja”. E comentou as polêmicas causadas por notícias falsas a respeito da tradução da terceira edição pela CNBB. “Nunca, nem o Papa São João Paulo II, que promulgou a 3ª edição do missal romano, nem a Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil tem interesse em destruir a fé, porque é o conteúdo da fé que está ali. Quando nós celebramos, nós expressamos o que cremos”, reforçou.

Dom Edmar Peron | Imagem: reprodução/TV Evangelizar (Youtube)

Terceira edição do Missal

A 3ª Edição do Missal Romano foi promulgada por São João Paulo II, após as duas primeiras por São Paulo VI. À época, o Papa Wojtila pediu que todo o missal, e não apenas as partes novas que seriam inseridas na terceira edição, fossem traduzidas.

“Isso gerou para nós no Brasil um trabalho imenso, porque nós não temos pessoas liberadas para fazerem só isso. Então nós tivemos a constituição de peritos que fizeram uma tradução do latim, muito precisa, muito atenta. E depois essa tradução paga a profissionais foi entregue à Cetel. Esses bispos tinham suas dioceses, se reuniam no máximo quatro vezes por ano. Cada parte que era revisada, era conferida no texto em latim, se analisava a poética, a compreensão… era uma fidelidade ao latim, ao povo, ao português, e tudo isso tinha que ser apresentado ainda à Assembleia dos Bispos”, lembrou dom Edmar ao ponderar sobre o longo período para a tradução dos textos.

“A cada ano se pegava o que tinha sido o trabalho, se votava na Assembleia, se começava uma nova etapa. O trabalho agora terminamos. Estamos aproveitando o tempo da pandemia, praticamente todas as semanas nos reunimos às terças-feiras pela manhã via internet para fazer aquela última olhada do que já foi traduzido. E então apresentaremos aos bispos na próxima assembleia o miolo do missal que serão os prefácios, as orações eucarísticas para que eles olhem ponto por ponto das observações que estamos fazendo e, se houve alguma mudança significativa, ela também será apresentada para que os bispos se posicionem”, explicou sobre o processo de aprovação.

“A terceira edição do Missal Romano pega tudo aquilo que os Papas modificaram ou incluíram desde Paulo IV até o Papa Francisco e coloca nessa nova edição. Que é a terceira edição típica”, resumiu dom Edmar sobre as principais alterações que serão encontradas na nova edição do missal.
Confira a entrevista na íntegra:

https://youtu.be/5mzAvMr5x-g

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Papa institui a celebração dos santos irmãos Marta, Maria e Lázaro

Vaticano, 02 fev. 21 / 09:41 am (ACI).- O Papa Francisco promulgou um decreto da Congregação para o Culto Divino com o qual instituiu a celebração dos santos irmãos Marta, Maria e Lázaro no Calendário Romano Geral da Igreja.

Desta forma, a Igreja Católica Universal celebrará todos os anos no dia 29 de julho a memória dos três irmãos de Betânia juntos no mesmo dia.

No decreto assinado pelo prefeito, Cardeal Robert Sarah, e pelo secretário, Dom Arturo Roche, fica estabelecido que “é com esta denominação, que esta memória deverá figurar em todos os Calendários e Livros Litúrgicos para a celebração da Missa e da Liturgia das Horas” e que “as variações e acréscimos a serem adotados nos textos litúrgicos, anexos a este decreto, devem ser deverão ser traduzidos, aprovados e, depois de confirmados por este Dicastério, publicados pela Conferência Episcopal”.

Além disso, recorda que “na casa de Betânia o Senhor Jesus experimentou o espírito de família e a amizade de Marta, de Maria e de Lázaro. Por isso, o Evangelho de São João afirma que Ele os amava”.

“Marta ofereceu-Lhe generosamente hospitalidade, Maria ouviu atentamente as suas palavras e Lázaro saiu de imediato do sepulcro a convite d’Aquele que aniquilou a morte”, descreve o texto.

No entanto, o decreto do Vaticano reconhece que ao longo dos anos houve uma “tradicional incerteza da Igreja latina sobre a identidade de Maria – a Madalena, a quem Cristo apareceu após a sua Ressurreição, a irmã de Marta, a pecadora a quem o Senhor perdoou seus pecados” por isso que somente Santa Marta foi inscrita em 29 de julho no Calendário Romano.

Esta questão foi resolvida “em estudos e tempos recentes, como testemunha o atual Martirológio Romano, que também comemora Maria e Lázaro nesse mesmo dia”, além disso, “em alguns calendários particulares os três irmãos são celebrados juntos nesse dia”.

Portanto, o Papa Francisco “considerando o importante testemunho evangélico dos três irmãos, que ofereceram ao Senhor Jesus a hospitalidade da sua casa, prestando-lhe uma atenção dedicada, e acreditando que Ele é a ressurreição e a vida” e “acolhendo a proposta deste Dicastério, decidiu que no dia 29 de julho seja inscrito no calendário Romano Geral a memória dos Santos Marta, Maria e Lázaro”.
https://www.acidigital.com/

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Francisco: a liturgia é presença, é um encontro com Cristo

“Cristo faz-se presente no Espírito Santo através dos sinais sacramentais: disto, para nós cristãos, deriva a necessidade de participar nos mistérios divinos. Um cristianismo sem liturgia é um cristianismo sem Cristo, totalmente sem Cristo”, disse o Papa na Audiência Geral.

Vatican News

“Rezar na liturgia” foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (03/02), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico.

O Pontífice recordou que “na história da Igreja verificou-se repetidamente a tentação de praticar um cristianismo intimista, que não reconhece a importância espiritual dos ritos litúrgicos públicos. Muitas vezes, esta tendência reivindicou a presumível maior pureza de uma religiosidade que não dependesse de cerimônias externas, consideradas um fardo inútil ou prejudicial. O foco da crítica não era uma forma ritual particular, nem uma forma particular de celebração, mas a própria liturgia. Era a crítica contra a forma litúrgica de rezar”.

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A oração dos cristãos passa por mediações concretas

Francisco disse que “na Igreja é possível encontrar certas formas de espiritualidade que não conseguiram integrar adequadamente o momento litúrgico. Muitos fiéis, embora participassem assiduamente nos ritos, especialmente na Missa dominical, hauriam alimento para a sua fé e a sua vida espiritual sobretudo de outras fontes, de tipo devocional. Nas últimas décadas, houve muito progresso. A Constituição Sacrosanctum concilium, do Concílio Vaticano II, representa o centro deste longo trajeto”. E acrescentou:

Reafirma de maneira completa e orgânica a importância da liturgia divina para a vida dos cristãos, que nela encontram a mediação objetiva exigida pelo fato de Jesus Cristo não ser uma ideia nem um sentimento, mas uma Pessoa viva, e o seu Mistério um acontecimento histórico. A oração dos cristãos passa por mediações concretas: a Sagrada Escritura, os Sacramentos, os ritos litúrgicos. Na vida cristã não prescindimos da esfera corpórea e material, porque em Jesus Cristo ela se tornou o caminho da salvação. Podemos dizer que agora devemos rezar com o corpo. O corpo entra na oração.

“Não existe espiritualidade cristã que não esteja enraizada na celebração dos mistérios sagrados. A liturgia, em si, não é apenas oração espontânea, mas algo cada vez mais original: é um ato que fundamenta toda a experiência cristã e, por conseguinte, também a oração. É acontecimento, é evento, é presença, é um encontro com Cristo.”

“Cristo faz-se presente no Espírito Santo através dos sinais sacramentais: disto, para nós cristãos, deriva a necessidade de participar nos mistérios divinos. Um cristianismo sem liturgia é um cristianismo sem Cristo, totalmente sem Cristo”, disse ainda o Papa.

03/02/2021 Audiência Geral de 03 de fevereiro de 2021


A missa não pode ser somente “ouvida”

“Cada vez que celebramos um Batismo, ou consagramos o pão e o vinho na Eucaristia, ou ungimos o corpo de um enfermo com o Óleo sagrado, Cristo está ali! Ele está presente como quando curava os membros fracos de um doente ou quando, na Última Ceia, entregou o seu testamento para a salvação do mundo. A oração do cristão faz sua a presença sacramental de Jesus. O que nos é exterior torna-se parte de nós: a liturgia expressa isto também no gesto muito natural de comer.” A seguir, Francisco disse:

A Missa não pode ser somente “ouvida”, não é uma expressão correta. A missa não pode ser apenas ouvida, como se fôssemos apenas espectadores de algo que escorre sem nos envolver. A Missa é sempre celebrada, e não apenas pelo sacerdote que a preside, mas por todos os cristãos que a vivem. O centro é Cristo! Todos nós, na diversidade dos dons e ministérios, nos unimos na sua ação, porque ele é o Protagonista da liturgia.

“Quando os primeiros cristãos começaram a viver o seu culto, fizeram-no atualizando os gestos e a palavras de Jesus, com a luz e a força do Espírito Santo, para que a sua vida, alcançada por esta graça, se tornasse sacrifício espiritual oferecido a Deus. Esta abordagem foi uma verdadeira “revolução”. A vida é chamada a tornar-se culto a Deus, mas isto não pode acontecer sem a oração, especialmente a oração litúrgica. Que este pensamento nos ajude a todos. Quando vamos à missa aos domingos, vou para rezar em comunidade, rezar com Cristo que está presente. Quando vamos a uma celebração do Batismo, Cristo está ali presente que batiza. “Mas, Padre, está é uma ideia, um modo de dizer”: isto não é um modo de dizer. Cristo está presente e na liturgia você reza com Cristo que está junto de você”, concluiu o Papa.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2021-02
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Mensagem

AGRADECER PELO CAMINHO PERCORRIDO

Estamos encerrando um ano marcado por muitas provações, que tocaram a nossa vida pessoal, familiar, comunitária, em vários aspectos, deixando marcas que farão parte da nossa história de vida. Mas, à luz da Palavra de Deus, que alimenta a nossa fé, queremos agradecer ao Senhor, pelo ano que tivemos, porque percebemos as nossas fragilidades como sociedade, diante da pandemia que tirou a vida de milhares de pessoas, despertando compaixão pela dor que tocou a vida das pessoas e famílias.

Os gestos de solidariedade e de caridade de inúmeras de pessoas e instituições ajudaram a amenizar a dor da fome, que atingiu milhares de famílias do nosso país. Queremos agradecer por aqueles que viveram ao nosso lado, que nos ajudaram a valorizar a vida, a amar, a percorrer um caminho de fé e de ternura, abrindo nosso coração à presença de Deus. Queremos agradecer pelas crianças que nasceram, porque simbolizam a continuidade das nossas famílias, das nossas comunidades, da presença de Deus no mundo. Porque cada um de nós é sinal do amor de Deus presente no mundo.

Creio ser momento oportuno para rendermos graças a Deus pela vida, pela família que temos e por tudo aquilo que aconteceu na nossa vida particular, familiar e profissional durante o ano que terminou. Podemos ter sido marcados por acontecimentos que nos encheram de alegria, nos fizeram sorrir, sonhar com o futuro, traçar planos e projetos, mas creio que muitas pessoas também tenham sido marcadas por fatos que causaram sofrimentos, por causa da pandemia e outros acontecimentos. A perda da mãe ou do pai, da esposa, do esposo, de um filho ou uma filha, quem sabe de amigos ou pessoas das quais éramos muito próximos. Logo mais, tudo isso vai fazer parte do passado, porém, os fatos que marcaram a nossa vida nos acompanharão no peregrinar da nossa existência. Com espírito de humildade e fé, precisamos colocá-los diante do Senhor do tempo e da história, para alcançarmos a paz e a serenidade interior, que aliviam a nossa dor e alimentam a nossa esperança em relação ao futuro.

O que esperamos para o ano novo que está iniciando? Penso que temos projetos e sonhos, mas em primeiro lugar queremos ouvir a Palavra do Senhor; e nós e as nossas famílias queremos ser abençoados e protegidos por Deus. Queremos receber as bênçãos de Deus para este novo ano, como Povo de Deus, resgatado pelo sangue de Cristo na Cruz, que caminha com fé e esperança, praticando a justiça, semeando a paz e ajudando a construir o Reino de Deus.
Dom José Gislon
Bispo de Caxias do Sul (RS)

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Mensagem de Natal

FELIZ E ABENÇOADO NATAL…

Papa Francisco

O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.

Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.

O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.

Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.

Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.

A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.

Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.

A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.

Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.

A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.

O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.

O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.

Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.

A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.

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Manjedoura

Manjedoura, sinal de oferta da vida, de alimento partilhado e de ternura

Natal é festa da vida, das raízes e da nossa origem, por isso importa celebrar juntos em família. Mesmo na pandemia que estamos vivendo, a festa do nascimento de Jesus nos convida a meditar sobre o significado da manjedoura, para tratar de sermos uma, acolhendo a Criança Divina em nosso coração. Para Oriente, a manjedoura era escavada nas cavernas, sendo de sólida pedra, evocando a idéia de esquife e, pela mesma razão, a idéia de oferta da vida, de tornar-se dom para os outros; em ocidente, já é freqüente a forma de mesa, recordando o nome da cidade de Belém Casa do Pão, Jesus nasce para tornar-se o Pão da Vida.

Na idade média, com São Francisco, em Greccio, temos a representação mais camponesa da manjedoura, como lugar da acolhida e da ternura, onde, entre palhas, vai repousar o Menino Deus. Por isso, nesta Noite Santa, mais que viver uma festa externa, barulhenta e com muita gente, o foco estará talvez no silêncio do mistério desta noite (lembrando que o verdadeiro título da música conhecida por Noite Feliz é Noite Silenciosa), tratar de ser para os irmãos e especialmente para Jesus, uma manjedoura.

Oferecendo nossa vida aos outros, cuidando, amparando, alegrando e animando a todas as pessoas. Tornar-se pão partilhado e repartido, alimentando os irmãos e amigos com nossos melhores olhares, palavras e sentimentos.

Sendo colo e ombro amigo, confidente e acolhedor, irradiando ternura, bom humor e generosidade com os mais afastados, tristes e amargurados. O importante, no Natal de Cristo, é dar-se conta da humanidade comum, do valor e dignidade de ser gente, pois Deus se tornou pessoa humana.

A qualidade e profundidade da festa este ano estarão na simplicidade e fraternidade da nossa convivência familiar, da nossa capacidade de comunicar-nos e aceitar-nos como somos, compartilhando com alegria e sinceridade nossos dons, qualidades e bens, porque Deus Emanuel veio morar conosco, tornou-se um Deus vizinho, próximo, e amigo de todas as horas. Deus seja louvado!
https://www.cnbb.org.br/

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4º Domingo do Advento

Que sempre, em nossa vida, seja feita a vontade do Senhor! Sejamos seus colaboradores em tudo que Ele solicitar nossa participação! O SIM de Maria mudou o rumo da Humanidade.

Padre César Augusto, SJ

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Continuamos com o ambiente alegre, promovido pela liturgia como anúncio da instauração do Reino de Deus, trazido pelo Messias.

Na primeira leitura de hoje, Samuel 7, 1-5.8-12.14,16, nos é dada a certeza, pela Palavra de Deus, de que será Ele quem construirá uma habitação eterna para nós, ao mesmo tempo em que rejeita a casa desejada por Davi, para Ele. Assim, como na resposta que Jesus dá à samaritana, Deus deve ser adorado em espírito e verdade e não tanto em Jerusalém e nem em outro lugar (Jo 4, 20-24). O Senhor habita no meio do seu povo e não pode estar restrito a um lugar. Do mesmo modo como esteve presente em todos os lugares onde o rei Davi caminhou, assim também o Senhor caminha conosco, afinal Ele é o Emanuel, Deus conosco, e também sempre foi e é o Senhor quem nos liberta de todos os nossos inimigos.

Para concretizar o que foi dito anteriormente de o Senhor ser o nosso protetor, nosso libertador e habitar entre nós, o Verbo se encarna no seio de Maria e se torna um homem semelhante a nós, como afirma São Paulo no capítulo 2 , versículo 7 da carta aos Filipenses. Lemos em Jo 1,14 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós;”

Esse anúncio da encarnação, encontramos no Evangelho de hoje, extraído de Lucas 1, 26-38. O próprio nome que receberá o filho de Maria, Jesus, já nos revela a missão do Menino: Deus Salva!

Além da certeza do amor de Deus por nós, que poderemos apreender da liturgia de hoje? Certamente a figura de Maria, com sua disponibilidade para fazer a vontade do Senhor, nos tocou e sentimos uma grande vontade de imitar nossa mãe.

Que sempre, em nossa vida, seja feita a vontade do Senhor! Sejamos seus colaboradores em tudo que Ele solicitar nossa participação! O SIM de Maria mudou o rumo da Humanidade, colaborou extremamente com a História da Salvação, do mesmo modo a humildade de José, que com sua fé e sem pedir explicações, colaborou com a maior glória de Deus!
https://www.vaticannews.va/

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